“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas.”
As Vantagens de ser Invisível. (via romuloassis)
“Não, você não precisa ter o abdômen do mocinho da novela, afinal eu adoro meus peitos naturais que se mexem de leve quando eu corro e desaparecem um pouco quando eu emagreço demais. Acho até que posso ficar com sua barriga pra sempre, mas já faz tempo que não acompanho nem uma semana seguida de qualquer novela.Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo. Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Folha, mas gostaria muito que a gente esquecesse das mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com água sem bolhinhas.Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Dane-se, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar.Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito.Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco?Eu procuro você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado.Só que estamos com um problema: vai ser um pouco difícil a gente se conhecer porque tenho evitado sair de casa.Eu não odeio mais as garotas em série e seus namorados em série, eu não odeio mais a sensação de que o mundo está perdido e as pessoas lutam todos os dias para se parecerem ainda mais com o perdido ao lado, se perdendo ainda mais.Eu não odeio mais quem cuida do corpo mas esquece da alma, quem cuida do cabelo mas esquece da mente, quem cuida da superfície mas faz eco por dentro, quem coloca um peito de silicone mas esquece de dar mais uma chance ao amor.Eu não odeio mais a galera feliz em pertencer a um mesmo barco que não vai a lugar nenhum. Eu só acho isso tudo muito triste e prefiro não ver. Eu prefiro não fazer parte da feira que compete pra ver quem tem a casca mais bonita.Voando eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis.Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colan com as cores da bandeira americana.Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite “aonde você vai” mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também.Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo. Não existe o décimo quarto andar do meu prédio com 8 seguranças lá embaixo. Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente. Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador.Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo. Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso?Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos. Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer. Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade.”
—  Tati Bernardi  (via cicloness)
“Só queria te dizer que não, eu não te esqueci. Eu tentei, mas você sempre dava um jeito de reaparecer no meu coração e na minha mente. Eu me apaixonei por outros caras, mas você continuou aqui, intacto. Desculpa não ter lutado mais por nós dois. Desculpa por ter largado tudo, por ter dado as costas, por dizer que você nunca me mereceu. Desculpa por só ter lembrado das coisas ruins que você fez. Eu ainda lembro que você me abraçava quando eu tinha medo, que inventava de fazer brigadeiro quando eu dizia que estava gorda, que você guardava suas dores só pra escutar as minhas, que você não podia nem sonhar que eu fosse sofrer. Desculpa não ter lembrado disso quando eu precisava lembrar. Como eu queria congelar aquela época. Também queria te dizer que acho que nunca vou amar um cara mais do que eu amei você. Eu aprendi que o amor acontece uma vez só. E você é o amor meu que aconteceu de um jeito lindo mas que eu deixei ir de um jeito burro. Desculpa por não entrelaçado sua mão na minha todas as vezes que foi possível. “Eu sou uma bagunça e você é uma obra de arte.” Desculpa por não ter ouvido sua música favorita do Green Day. Dei bobeira ? Sempre. Mas você me abraçava forte e não deixava eu perceber. Agora eu sei, eu percebi, por favor que não seja tarde demais. Não esqueci você e nem vou. Não tem como. Amor é só uma vez na vida. Sem essa de se acostumar com a ausência, sempre sobra uma infinidade de coisas pra se lembrar. Não adianta eu ficar aqui remoendo o passado e mexendo na ferida, não adianta, como muitos dizem, chorar pelo leite derramado. Mas isso é a única coisa que eu tô fazendo ultimamente, porque é inevitável te ver todos os dias todo alegre e contente. Chego até pensar que minha companhia lhe fazia mal, mas me lembro quando você cantava para mim a música da Legião Urbana ‘ninguém sabe fazer o que você faz..’, com aquela tua voz grossa e meio rouca, sorrindo para mim. Mas vamos com calma, o que eu fazia para você que ninguém mais conseguia fazer ? Será que era sofrimento ? Não, não é possível cara. Eu realmente espero que não seja isso, do fundo do meu coração eu não espero. Porque você foi a pessoa que mais me fez feliz na minha vida, e eu não queria lhe retribuir lhe fazendo chorar, de forma alguma. Eu queria lhe fazer feliz mais um pouco, mas será que é tarde demais? Será que depois desse tempo todo você conseguiu me esquecer ? Conseguiu apagar todas as nossas lembranças de sua memória ? Por favor, Deus, que isso não tenha acontecido. Porque hoje, meu amor, eu to deixando todo o meu orgulho e egoísmo de lado para lhe pedir para voltarmos a ser ‘nós’, para que esse nó do meu peito volte a ser um laço. Meu amor, ‘ não vá embora, fique mais um pouco, ninguém sabe fazer o que você faz…’.”
“Eu imagino todas as noites o momento em que estaremos juntos de verdade, imagino todas as palavras que você vai dizer, imagino você me chamando de amor e eu sorrindo, imagino todas as brigas acabadas em beijos, imagino você me ligando de madrugada falando que só era pra ouvir minha voz, imagino meu nome com o seu sobrenome e com o dia mais feliz de nossas vidas, que será o nosso casamento, imagino você me abraçando nos dias de frio, imagino os passos dos nossos filhos na nossa casa, imagino você sussurrando no meu ouvido, baixinho, leve, dizendo que me ama, imagino quando tu voltarás tarde do trabalho, daqueles dias de cão, dizendo ”querida, cheguei”, imagino nosso filho acordar de madrugada dizendo que teve um pesadelo e quer dormir ao nosso lado, imagino nós bem velhinhos perto de nossos netos contando a eles como nos conhecemos. Só não quero imaginar o fim da história, bom, o fim da história não importa. Imagino cada segundo ao teu lado, simplesmente por ser ao teu lado.”
Desértico  (via cicloness)
“Eu imagino todas as noites o momento em que estaremos juntos de verdade, imagino todas as palavras que você vai dizer, imagino você me chamando de amor e eu sorrindo, imagino todas as brigas acabadas em beijos, imagino você me ligando de madrugada falando que só era pra ouvir minha voz, imagino meu nome com o seu sobrenome e com o dia mais feliz de nossas vidas, que será o nosso casamento, imagino você me abraçando nos dias de frio, imagino os passos dos nossos filhos na nossa casa, imagino você sussurrando no meu ouvido, baixinho, leve, dizendo que me ama, imagino quando tu voltarás tarde do trabalho, daqueles dias de cão, dizendo ”querida, cheguei”, imagino nosso filho acordar de madrugada dizendo que teve um pesadelo e quer dormir ao nosso lado, imagino nós bem velhinhos perto de nossos netos contando a eles como nos conhecemos. Só não quero imaginar o fim da história, bom, o fim da história não importa. Imagino cada segundo ao teu lado, simplesmente por ser ao teu lado.”
Desértico  (via cicloness)
“Tão pequena diante dos medos e dos problemas que a martelavam em seu interior, na cobiça de que ela se entregasse a seus próprios limites. Sophie, apesar de sua aparente fragilidade, apesar de sua leveza, que como folha o vento leva, desconhecia suas limitações, tinha tamanha repulsa por conceitos imutáveis, aversão à ignorância alheia, repugnância para com aqueles que deixavam-se levar pelos outros. Por outro lado, respeitava-os, e no fundo sentia pena, eia pois, tinham pensamentos tão inúteis, eram tão influenciáveis… Em meio a tudo isso, parava e voltava alguns passos sempre que ficava tempo demais a observar o quão imprevisível e metamórfico é o ser humano… E quanto ao sentimento de pena, arrependia-se, eis que, no patamar que se encontrava e que via o mundo, esse era um dos sentimentos mais insólitos e perversos. Em casa, era chamada de fortaleza, dizia-se até em uma maturidade tamanha, uma independência precoce; talvez fosse realmente assim. Sophie gostava da forma como sua família a enxergava, gostava de saber que sua responsabilidade e que sua ética faziam jus ao quão merecia. Entretanto, a menina robusta, resistente e forte que mostrava-se sempre em suas decisões, foi deixada de lado de pouco a pouco: aos olhos dos pais não necessitava da atenção dada aos outros filhos, ja que, mesmo sendo tão jovem, parecia tão crescida […] Um dia a disseram que os pais eram os últimos a saber o que se passava com os filhos, e no caso de Sophie, não era diferente. A garotinha que crescia com seus próprios passos guardava tantas coisas consigo… A família dela havia passado por muitos problemas há alguns anos, e estes refletiam-se de alguma forma até tempos remotos: desde então, a família nunca fora a mesma. Sophie ouvia de cá, de lá, precisava dar força a seus irmãos e seus pais, precisava fazer algo e impedir que tudo desmoronasse. Era sempre procurada quando sua mãe precisava fazer perguntas sobre sua irmã, ou quando sua irmã precisava desabar do sufoco da mãe. E prosseguia assim, tendo que dar o seu jeito para equilibrar-se; ainda sendo a mais nova, a menor e a mais leve da família, dava todo o seu corpo de apoio sempre que alguém necessitava. Estás compreendo erroneamente meu caro, Sophie nunca reclamou por isso, se pudesse, ajudaria sempre. O enigma estava no fato de que os problemas pelos quais passaram, foram alarmantes e gravíssimos para uma garotinha de 13 anos enfrentar da forma como enfrentou. E após isso, pareceu perder a atenção dos pais pelo que precisava, quando precisava desabafar, ou quando necessitava de um abraço. Seus pais pareciam ter colocado uma viseira diante dos olhos quando Sophie estava a frente. Não perguntavam da sua rotina, não perguntavam como ela estava, como havia sido o dia, como estavam os estudos, se algum garoto havia entrado em sua vida; e mesmo depois de 3 anos, nunca sequer sentaram para conversar a respeito daquilo que passaram, como ela sentia-se diante de tudo aquilo; porque eles achavam que ela havia superado, achavam que ela estava bem, que havia esquecido. Mal sabiam eles que frequentemente ela chorava em seu quarto, no banheiro, sentava-se de frente ao computador para escrever tudo o que sentia, exatamente por não ter com quem conversar. E onde estavam seus pais nesse momento? Preocupados demais em saber como estavam seus outros filhos, como estava a rotina deles, como havia sido o dia… Preocupados demais em saber se eles estavam bem. Sophie fingia não se importar com o fato dos pais terem na carteira as fotos dos seus irmãos, com exceção dela. Sophie também fingia não se importar todas as vezes que ia para as festas com sua irmã, e quando chegava a mãe fazia mil perguntas: somente a respeito de sua irmã. Passaram-se anos e ela ainda mantinha intacta a lembrança, a mágoa, a dor, as lágrimas que não pôde derramar por medo de que a vissem naquele estado. Até porque, se começasse a chorar, desabaria de vez, pelos anos que lotou-se de tanta dor. Pode ser que os anos passem e nada mude… E sabe aquela garota fria, fechada, que muitos reclamaram e criticaram pela forma ímpar e obstruída de ser? Eras ambígua, enigmática, silenciava-se quando precisava falar sobre si mesma…. Mas ainda assim, sentia. E sentia muito.”
(Acalma-te Sophie, um dia passa… E se não passar, você aprende a lidar com isso…) Andressa Ruas, diasrotineiros. (via cicloness)